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Fascismo não se controla; se combate

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29.09.2026

Todas as tentativas históricas de se “domesticar”, “controlar”, “civilizar” as forças fascistas e a extrema-direita de uma forma geral acabaram fracassando miseravelmente.

Na Itália, o rei Vittorio Emanuelle III, após a Marcha a Roma dos fascistas, em 1922, resolveu nomear Benito Mussolini primeiro-ministro, achando que seu anticomunismo seria útil para controlar os bolcheviques e que ele seria moderado por uma coalizão de forças políticas.

Mas a coalizão só durou até 1925, quando Mussolini declarou-se ditador, eliminou a separação entre os poderes e passou a governar a Itália com punho de ferro, reprimindo barbaramente todos os opositores.

Na Alemanha, os políticos de centro e da direita tradicional da frágil República de Weimar, que era chamada, pelos nazistas, de “O Sistema”  -Das System- (acredite, o “antissistema” é tão velho quanto o “sistema” e a antipolítica tem mais de cem anos), repetiram a tragédia italiana dez anos mais tarde.

Em 1932, em meio a uma gravíssima crise econômica que a República de Weimar tentou gerir com profundos cortes orçamentários e com a destruição das incipientes políticas sociais (uma verdadeira motosserra avant la lettre), foram realizadas eleições, nas quais o partido de Hitler saltou de 18% para 33%, a agremiação política com maior votação.

Hindenburg e a direita tradicional, alarmados com o crescimento da esquerda e com os protestos sociais, resolveram nomeá-lo chanceler. Ao mesmo tempo, Hindenburg nomeou Von Papen como vice-chanceler, estabelecendo uma coalizão dos nazistas com o Partido do Centro.

Hindenburg e Von Papen, num monumental erro de cálculo político, consideravam que, dessa forma, poderiam “controlar” Hitler.

Hitler, evidentemente, tinha outros planos para os que ele chamava, com profundo desprezo, de “galinhas cacarejantes”, os........

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