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A volta da política de prostíbulo

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21.05.2026

Pouco antes da revolução cubana, Arthur M. Schlesinger Jr., historiador, ganhador do Prêmio Pulitzer, foi encarregado pelo presidente Kennedy de fazer uma análise da situação na ilha de Cuba.

Disse ele sobre Havana: “Me horrorizou a maneira como essa adorável cidade tinha se transformado desgraçadamente em um grande cassino e prostíbulo para os homens de negócios norte-americanos. Meus compatriotas caminhavam pelas ruas, se deitavam com garotas cubanas de 14 anos e jogavam fora moedas só pelo prazer de ver os homens chafurdando na sarjeta para recolhê-las”. 

A conclusão da análise dizia simplesmente o seguinte: “A corrupção do governo, a brutalidade da polícia, a indiferença em relação às demandas da população por educação, saúde, habitação e por justiça social e econômica constituem-se num convite aberto à revolução.”

Obviamente, Schlesinger estava corretíssimo. Totalmente equivocados estavam os que descreviam a Cuba de Batista como um paraíso na Terra, como faz até hoje a propaganda anticastrista, como faz o mentecapto Marco Rubio. 

Schlesinger não estava só. O próprio presidente John F. Kennedy, que foi crítico a Batista em seu final, declarou, em tom de autocrítica, que: “Penso que não existe um país no mundo, incluindo os países sob domínio colonial, onde a colonização econômica, a humilhação e a exploração foram piores do que as que aconteceram em Cuba, devido à política do meu país, durante o regime de Batista.”

No campo político, Fulgencio foi um ditador sanguinário. Quem disse isso não foram os comunistas ou os “bolivarianos”. Foi John F. Kennedy, que afirmou que: “Nosso fracasso mais desastroso foi a decisão de dar status e apoio a uma das mais sangrentas e repressivas ditaduras na longa história da repressão latino-americana. Fulgencio Batista assassinou 20 mil cubanos em 7 anos – uma proporção maior da população cubana do que a proporção de norte-americanos que morreram nas duas guerras mundiais – e transformou Cuba em um Estado policial total.”

Rubio devia ler Kennedy.

Assim, a Revolução Cubana não aconteceu por acaso. Foi reação popular a uma cruel ditadura........

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