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Colheita

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06.02.2026

O Super-Herói das nossas tardes voava.

É um pássaro? É um avião? Não, é o Super-Homem! A televisão anunciava a série de sucesso, ali pelos anos 1960.

É um vídeo para a rede social? É manutenção da rede elétrica? Não, é o super-homem, sussurro para mim mesmo em uma quarta-feira cinzenta, 60 anos depois.

O super-homem aqui da Vila Buarque está a dez metros de altura e por uma excelente causa. Rodrigo, este é o nome dele, dispensou escada, corda, ombros amigos. Subiu com a força dos braços e o impulso das pernas. Lá do alto, clama com fervor. “Pega aí”. “Garra ela”.

Olho em volta, não tem ninguém na rua, entendo que a gritaria é comigo. Tenho alguma pressa, mas sinto que estou diante de uma dessas surpresas que a vida nos oferece, é um presente. “Desfeita é pecado, menino”, ouvi para nunca mais esquecer.

Mas o que o super-herói da tarde vadia e quase vazia faz........

© Brasil 247