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Podemos deter o Titanic?

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25.07.2026

Estamos no olho de uma crise civilizacional sem precedentes na história. Todas as grandes crises conhecidas eram regionais. Na sequência da crise, surgia um novo sujeito histórico (“os bárbaros”) com vitalidade e projeto alternativo que permitia a história continuar com um novo rumo.

Desta vez é diferente. A crise parece ser global, estrutural e terminal. Global, porque envolve todo o globo. É estrutural, porque não se trata de uma crise de conjuntura que, superada, permite a continuidade da civilização ocidental, desprezada por Donald Trump. Agora, o coração foi atingido. Por isso ela é terminal. Com ela termina, não o mundo, mas um tipo de mundo social, montado nos últimos séculos.

Para resolver os problemas internos e os herdados, esse tipo de mundo precisaria negar-se a si mesmo. E isso ele não o faz. Por isso, tem sentido a severa advertência de Eric Hobsbawm ao concluir o livro A era dos extremos (1994): “O mundo corre o risco de explosão e implosão. Tem que mudar…a alternativa para a mudança é a escuridão” (p. 352).

Fatalmente está em rota de colisão contra o iceberg que ele mesmo criou. Um sinal de esperança nos oferece o ecosocialismo que herda o melhor do ideal socialista clássico (não o soviético) e o articula com a ecologia.

Qual é esse iceberg? A ordem do capital, um verdadeiro Titanic. Ela pressupõe falsamente serem os recursos da Terra ilimitados.........

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