A escolha nunca foi tão fácil: de um lado o estadista Lula; de outro, a gangue Bolsonaro
O Brasil amanhece nesta quarta-feira, 17 de junho, diante de um contraste político que já não poderia ser mais evidente. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se consolida como a liderança nacional capaz de recolocar o país no centro das grandes decisões internacionais, tratado por chefes de Estado como o estadista que é. De outro, o bolsonarismo tenta sobreviver por meio de uma candidatura familiar, defensiva e judicializada, cujo objetivo central parece ser menos apresentar um projeto de país do que proteger seus próprios integrantes.
A nova pesquisa CNT/MDA confirma essa percepção. Lula abriu quase 13 pontos sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno e se aproximou de uma vitória na primeira volta. Os números mostram que o eleitorado começa a compreender a natureza da escolha que terá pela frente: não se trata apenas de uma eleição entre dois nomes, mas de uma decisão entre dois caminhos históricos.
Lula representa a reconstrução institucional, a volta do Brasil ao mundo, a defesa da soberania nacional e a recuperação de um horizonte civilizatório. Flávio Bolsonaro, ao contrário, aparece como herdeiro de um projeto político marcado pela tentativa de golpe de Estado, pela hostilidade às instituições e pela instrumentalização da política como escudo familiar.
A candidatura de Flávio Bolsonaro nunca nasceu como proposta nacional. Primeiro, servia ao esforço de tentar tirar Jair Bolsonaro da cadeia política e jurídica em que ele próprio se colocou ao liderar uma aventura autoritária contra a democracia brasileira. Agora, serve........
