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Sionistas ameaçam cometer genocídio contra o povo libanês

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13.03.2026

Por José Reinaldo Carvalho - O Estado sionista de Israel, agressor histórico e inimigo dos povos do Oriente Médio, retomou a partir de 28 de fevereiro duas frentes de guerra com o objetivo estratégico de alterar, a seu favor, o equilíbrio geopolítico regional. No Irã, em coordenação direta com os Estados Unidos, o regime israelense, um pária global, multiplica crimes de lesa-humanidade e violações do direito internacional, a começar pelo assassinato do principal líder político e religioso do país. Com essa escalada, o regime sionista busca enfraquecer e, em última instância, liquidar o único Estado da região que dispõe de capacidade política, militar e estratégica para resistir e enfrentar os planos dos EUA e Israel no Oriente Médio.

No Líbano, que é o foco deste artigo, Israel iniciou há dez dias um novo ciclo de bombardeios e operações terrestres. A ofensiva ocorre após cerca de 15 mil violações do cessar-fogo firmado em 27 de novembro de 2024, segundo dados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). Em apenas dez dias de ataques, a nova escalada agressiva israelense provocou o deslocamento forçado de mais de 800 mil pessoas e marcou o início de uma nova etapa de ocupação territorial. Sob o pretexto de criar uma “zona tampão”, Israel busca estabelecer controle militar sobre uma faixa de pelo menos 30 quilômetros, desde a fronteira com o sul do Lìbano até o rio Litani, aprofundando a crise humanitária e a instabilidade regional.

As operações militares israelenses, concentradas sobretudo no sul do país, no vale do Bekaa e nos subúrbios de Beirute, fazem com que o território libanês volte a se transformar em campo de guerra. Cresce o temor de que a escalada leve a um confronto prolongado e a novas alterações de fato no controle........

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