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Governança global proposta pela China reforça mundo multipolar

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19.06.2026

Por José Reinaldo Carvalho – Uma das mais importantes políticas da China de alcance internacional foi lançada no ano passado pelo Presidente Xi Jinping – a Iniciativa de Governança Global. A China propõe uma nova arquitetura para a governança global ao defender multilateralismo, a ONU fortalecida e uma maior participação do Sul Global nas decisões mundiais, em um momento em que crises sucessivas expõem os limites da ordem internacional vigente. O livro branco “Governança Global Mais Justa e Equitativa: Princípios, Propostas e Ações da China”, lançado nesta semana pelo Conselho de Estado da República Popular da China,  apresenta uma visão estruturada para reformar, aperfeiçoar e democratizar os mecanismos de decisão que afetam toda a humanidade.

O documento parte de uma constatação que não se pode ignorar: a governança global ainda reflete desequilíbrios históricos, assimetrias de poder e uma distribuição limitada da capacidade de decisão. A promessa de uma ordem internacional baseada em regras só pode ter legitimidade plena se essas regras forem construídas, interpretadas e aplicadas de maneira inclusiva e abrangente, sem privilégios para poucos países e sem marginalização da maioria do mundo.

A questão central não é apenas técnica ou institucional. Trata-se de definir quem participa das decisões, quais interesses são considerados e que tipo de futuro comum se pretende construir. Quando a governança global deixa de expressar a diversidade dos povos e passa a reproduzir hierarquias e hegemonias, ela perde autoridade política e eficácia prática.

Nesse sentido, a iniciativa chinesa aponta para uma reforma que busca tornar o sistema internacional mais representativo e funcional. A defesa da autoridade da ONU, do direito internacional e dos princípios da Carta da ONU indica que a proposta se apresenta como correção de rumo. O objetivo é impedir que a força substitua o direito e que a pressão........

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