Reindustrialização e correlação de forças
Embora os dados definitivos de 2025 ainda dependam da consolidação anual do IBGE, segundo os dados disponíveis a indústria de transformação encerrou o ano mantendo uma participação próxima aos 10,8% do PIB, refletindo um cenário de estagnação, apesar dos esforços do governo de reindustrialização. O esforço pela retomada da indústria no Brasil não é ação trivial que possa ser feita sem um grande esforço nacional.
Como qualquer grande problema do país, a reindustrialização requer uma forte mobilização da sociedade, pois depende de correlação de forças. Os países centrais não querem indústria forte na periferia do sistema. Para esses países, as nações atrasadas devem se concentrar em enviar matérias-primas e commodities para o centro industrial imperialista. Essa dificuldade fica ainda mais nítida em períodos de grave crise internacional, como o atual.
Os problemas econômicos atuais do Brasil não são meros obstáculos no ciclo de crescimento, de redução "normal" da atividade econômica. Na realidade, o país enfrenta uma crise estrutural, somada a uma verdadeira guerra econômica, que se origina dos países imperialistas. É uma política deliberada de liquidação das economias de alguns países, visando inclusive reduzir parte das forças produtivas e o "excesso" de mercadorias ao nível internacional. Excesso, aqui temos que entender bem, em relação àquilo que as pessoas podem comprar, que é o que interessa ao funcionamento da engrenagem capitalista.
É o conhecido problema de sobreprodução de mercadorias, que é relativa, decorrente do fato de que uma parte da produção não é absorvida porque a população não tem dinheiro para comprar. Tal política de guerra não é exclusivamente contra o Brasil, mas sim contra todos os países atrasados com aspirações de desenvolvimento e soberania nacional. Sempre houve tal política, mas ela foi muito intensificada em função da atual crise econômica internacional, que se agravou muito.
Neste momento de grande........
