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FHC foi interditado sem resolver uma questão que se situa entre o público e o privado: o filho que não reconheceu

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04.05.2026

Durante décadas, um episódio envolvendo a vida pessoal do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso permaneceu envolto em silêncio, versões contraditórias e lacunas documentais. Hoje, com sua interdição judicial por ter dignóstico de Alzheimer em estágio avançado, o caso ressurge trazendo à tona não apenas questões familiares, mas possíveis interseções delicadas entre poder político, grandes empresas de comunicação e interesses privados.

No centro da história está Tomás Dutra Schmidt, nascido em 26 de setembro de 1991, em Brasília. Oficialmente, segue registrado como filho de pai desconhecido. Uma busca no cartório onde foi lavrado seu nascimento não apresenta qualquer averbação de reconhecimento de paternidade.

Em 2009, a Folha de S.Paulo publicou que FHC teria reconhecido o filho em um cartório na Espanha — documento que, até hoje, nunca veio a público. Dois anos depois, o mesmo jornal noticiou a existência de um exame de DNA que excluiria a paternidade. Esse exame, segundo a jornalista Miriam Dutra, jamais foi apresentado.

“Tomás não é filho do porteiro, é filho do Fernando Henrique”, afirmou Miriam, em entrevista concedida em Barcelona, em 2016, expressando indignação com o que chama de “golpe do DNA”.

Quando a notícia do DNA foi publicada, Miriam acionou um advogado em São Paulo, que fez duas notificações extrajudiciais a Fernando Henrique, uma........

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