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Dois pesos e duas medidas: Wagner é massacrado enquanto Flávio Bolsonaro e Ibaneis seguem blindados

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18.06.2026

A operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, produziu um forte impacto político e midiático. Não apenas pela relevância institucional do parlamentar, um dos principais articuladores do governo no Congresso, mas também pelos elementos conhecidos até agora da investigação.

Pelo que foi divulgado da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, não teria sido apontado um ato de ofício praticado por Jaques Wagner em benefício do Banco Master ou de qualquer outro interessado. Trata-se de um dado relevante. Em investigações envolvendo agentes públicos, a demonstração de uma contrapartida concreta vinculada ao exercício do cargo costuma ser elemento essencial para caracterizar eventual favorecimento indevido.

Isso não significa que a investigação não deva prosseguir ou que novos fatos não possam surgir. Significa apenas que, até o momento, o debate público parece ter sido influenciado mais pelo impacto visual da operação do que pela apresentação de elementos objetivos contra o senador.

As imagens dos dólares e euros apreendidos em um cofre utilizado por Wagner em Brasília ganharam destaque nacional. As cédulas organizadas em fileiras produziram o efeito simbólico desejado por qualquer operação de grande repercussão: a associação imediata entre dinheiro em espécie e suspeita de irregularidade.

Mas o espetáculo visual não substitui a prova.

A explicação apresentada pelo senador é, ao menos em tese, plausível e verificável. Segundo sua defesa, os 55 mil dólares e 33 mil euros encontrados pela Polícia Federal correspondem........

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