Adélio diz à irmã que a prisão dele é política e não há razão jurídica para continuar no presídio
Quase oito anos após o episódio que marcou a campanha presidencial de 2018, o caso de Adélio Bispo de Oliveira continua a suscitar controvérsias jurídicas, políticas e humanas no Brasil. Autor do ataque ao então candidato Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG), Adélio permanece custodiado em um presídio federal de segurança máxima, apesar de ter sido considerado inimputável pela Justiça.
Diagnosticado com transtorno delirante persistente, Adélio foi submetido a uma medida de segurança — instrumento jurídico que, em tese, substitui a pena privativa de liberdade por tratamento médico adequado. No entanto, na prática, ele segue em regime de encarceramento rígido, em unidade destinada a criminosos de alta periculosidade, incluindo líderes de facções.
Durante uma recente visita virtual, Adélio conversou com sua irmã, Maria das Graças Ramos de Oliveira, a quem chama de Lia. Segundo relato dela, ele demonstrou lucidez ao comentar sua própria situação jurídica. Disse ter conhecimento de que, à luz da jurisprudência consolidada nos tribunais superiores, deveria estar em tratamento em ambiente hospitalar, e não em uma prisão comum. Tampouco em um presídio de segurança máxima.
Ainda assim, afirmou acreditar que dificilmente sua situação será revista no curto prazo, sobretudo por se tratar de ano eleitoral. A eventual saída de Adélio da prisão poderia ser usada politicamente por aliados do ex-presidente, reforçando narrativas de injustiça ou impunidade e contrapondo sua saída à prisão de Bolsonaro.
Ele não acredita sequer que seja transferido para um hospital, como manda a lei.
Do ponto de vista estritamente jurídico, os advogados da irmã de Adélio, Edna Teixeira e Alfredo Marques, destacam uma contradição: caso tivesse sido condenado por tentativa de homicídio,........
