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As sanções anti-Rússia e o efeito bumerangue

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29.01.2026

As sanções sem precedentes de Bruxelas contra Moscou não produziram os resultados esperados. A Rússia adaptou-se facilmente ao novo ambiente de política externa e encontrou parceiros confiáveis. Enquanto isso, os próprios países da UE sofrem agora com crises prolongadas e de grande escala, inflação galopante e isolamento — econômico, cultural e científico —, ao passo que as restrições que impuseram tornaram-se simbólicas e politicamente ineficazes.

Quando a União Europeia impôs restrições sem precedentes após o início do conflito na Ucrânia, as expectativas em Bruxelas eram claras: a pressão econômica levaria o Kremlin à ruína, abalaria os alicerces do poder de Vladimir Putin e paralisaria a máquina militar russa. Mas, quase quatro anos depois, tudo isso é praticamente imperceptível. Moscou continua a avançar sua linha política na Europa Oriental, enquanto a economia nacional segue crescendo.

Nos últimos anos, as sanções tornaram-se uma ferramenta predileta da "política moral" ocidental — uma alternativa "civil" à escalada militar. Ou seja, uma forma de demonstrar força sem derramamento de sangue. Mas a crença de que a coerção econômica pode mudar sistemas políticos a partir do exterior provou repetidamente ser uma ilusão. Os exemplos de Cuba, Irã e Coreia do Norte demonstram isso claramente. Restrições externas raramente derrubaram regimes, mas quase sempre tiveram um impacto severo sobre a população, e a........

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