Reflexão teológica sobre Deus e o legado de Jesus
Há algum tempo, estamos sendo constantemente impactados por escabrosos escândalos de grande corrupção nos quais os principais protagonistas são pessoas que costumam arvorar-se em representantes dos preceitos de Deus junto a nosso povo.
Entre os casos que receberam mais destaque encontram-se os golpes de centenas de bilhões de reais contra fundos públicos de pensionistas e aposentados, cometidos sob o comando da cúpula do Banco Master, quase toda ela composta por altos dirigentes de igrejas que se dizem ligadas ao cristianismo; também estão as falcatruas praticadas por um instituto de propriedade de alguém que ocupa um posto na mais elevada hierarquia do sistema judiciário brasileiro, ao qual foi designado com base na argumentação de ser “terrivelmente evangélico”.
Embora, particularmente, eu não creia que o significado atribuído a Deus e a fé que se possa nele ter implique que o mesmo tenha responsabilidade direta pela monstruosa roubalheira que vem sendo executada, somos forçados a trazê-lo para o centro do debate, devido à circunstância de que os principais meliantes envolvidos nessas tramoias integram o grupo de dirigentes que comandam boa parte das instituições que se apresentam como legítimas representantes de Deus e fieis zeladoras pelo cumprimento do legado de seu filho Jesus.
Por isso, sem a mínima intenção de entrar em controvérsias sobre disputas filosóficas entre materialistas e espiritualistas, gostaria de focar a reflexão nos pontos que me parecem ser os que, de fato, têm relevância real para o transcurso de nossa vida em sociedade. Em função disto, vou esboçar algumas palavras dirigidas especialmente aos que se incluem entre os seguidores sinceros de Jesus. Julgo tratar-se de algo imprescindível para que tenhamos plena compreensão do que devemos entender ao referirmo-nos a Deus e seus desígnios e, mais ainda, em relação a Jesus.
Parece-me lógico e........
