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Pix e bolsonarismo: de surfar nas ondas ao pesadelo

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05.08.2026

Conforme já é de conhecimento de todos os que acompanham com atenção os temas relacionados com transações financeiras em nosso país, o pix surgiu por iniciativa própria dos técnicos do Banco Central, e não como resultado de uma determinação política específica de nenhum de nossos governantes.

Tanto é assim que os estudos com vista a sua criação tiveram início em 2013, ainda na gestão de Dilma Rousseff, prosseguiram no período da usurpação de Michel Temer e concluíram em 2020, já no governo bolsonarista, quando passou efetivamente a desempenhar a função de meio de pagamento e transferências aplicável em todo nosso sistema bancário.

O certo é que, ao longo de toda nossa existência como nação autônoma, nenhuma outra medida financeira tinha conquistado tanta simpatia por parte do público do que a que o pix alcançou. Assim, pouco mais de um ano após sua entrada em cena, a maioria de nossa população já o via com bons olhos.

Como de costume, quando a criança é linda e admirada, todo mundo quer se apresentar como pai. Neste sentido, a coisa não poderia ter sido diferente nesta oportunidade. Em vista disso, este inovador meio eletrônico de transferência monetária também não carece de candidato a sua paternidade.

Se, no momento de seu lançamento ao público, o patriarca do clã bolsonarista que........

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