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A morte de JK: dois lutos e a luta por memória, verdade e justiça

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27.06.2026

Quase cinquenta anos após a morte de Juscelino Kubitschek, um dos presidentes mais importantes da história brasileira, novas conclusões da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos voltam a colocar em xeque a versão oficial que durante décadas prevaleceu sobre o episódio.

Em entrevista ao Canal Pororoca, a presidente da Comissão, Eugênia Gonzaga, afirmou que a recente declaração do órgão, reconhecendo a morte de JK como decorrente de perseguição política, não surgiu de interpretações ideológicas ou conveniências políticas. Segundo ela, a decisão se apoia em elementos documentais que teriam sido ignorados ou silenciados ao longo dos anos.

O ponto central da controvérsia envolve a famosa tese de que o carro de Juscelino teria sido atingido por um ônibus da Viação Cometa antes de atravessar o canteiro central da Via Dutra e colidir com um caminhão no sentido contrário.

Segundo Gonzaga, essa versão teria servido de base para praticamente toda a narrativa construída posteriormente sobre o caso. O problema, afirma ela, é que decisões judiciais da década de 1970 já apontavam que essa colisão traseira nunca ocorreu.

"Não é que o motorista do ônibus foi inocentado. A própria batida nunca existiu", declarou.

A afirmação é uma das mais impactantes trazidas pela Comissão. De acordo com a análise apresentada por Gonzaga, testemunhas presentes no ônibus e decisões judiciais posteriores teriam descartado a ocorrência da colisão, que por décadas foi tratada como fato consumado.

O motorista que carregou a culpa

Outro aspecto destacado na entrevista foi a........

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