Rachadinhas cercam Moro e tiram o sono do ex-juiz no Paraná
A denúncia aceita pela Justiça do Paraná contra a esposa e ex-servidores ligados ao deputado estadual Ricardo Arruda (PL) colocou Sergio Moro (PL) diante de um problema que não cabe no discurso simples da Lava Jato: a palavra “rachadinha” agora ronda duas companhias políticas do pré-candidato ao governo do Paraná, Flávio Bolsonaro e Ricardo Arruda, e ameaça corroer a vitrine anticorrupção do ex-juiz na largada da eleição de 2026.
O caso Arruda ganhou novo peso político nesta terça-feira (23) porque um dos denunciados, Lucas Dorini Sabbato, teve passagem pelo gabinete de Moro no Senado em 2023. Sabbato foi acusado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) de participar da engrenagem financeira investigada no gabinete de Arruda, com imputação de lavagem de dinheiro.
Moro não é acusado de participação no esquema de Arruda. Esse ponto precisa ser dito com todas as letras. O problema do senador é político, não penal: ele tenta vender ao eleitor paranaense a imagem de gestor implacável contra a corrupção, mas passa a carregar no palanque personagens associados a casos que atingem exatamente essa promessa.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do MP-PR, denunciou Patrícia Miranda Arruda Nunes, esposa de Ricardo Arruda, e outros três nomes ligados ao parlamentar: Lucas Dorini Sabbato, Bruno Palazzo da Silva e André Filipe Cassinelli Luiz. A denúncia aponta crimes de lavagem de dinheiro e concussão que teriam ocorrido entre 2018 e 2023, com valor aproximado de R$ 132,8 mil.
Segundo as informações divulgadas sobre a denúncia, os repasses teriam ocorrido por transferências bancárias, saques, depósitos em contas de terceiros, compra de moeda estrangeira, pagamento de despesas pessoais e uso de........
