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Agências norte-americanas e ascensão do neoliberalismo (XIII)

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A professora Camila Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais, orienta e trabalha conjuntamente com vários alunos no sentido de compreender, entender como os EUA exercem o poder imperial sobre a América Latina, combinando violência, força, e essa metodologia é por demais evidente, e a estratégia da construção do consenso, pela qual conquista corações e mentes, e talvez seja este caminho o mais próprio, nesse momento, a explicar como a extrema-direita tem conseguido avançar em todo o continente.

No capítulo anterior dessa série tratávamos da entrevista feita por Bob Fernandes com João Gabriel Gaspar Balesteiro, ex-bolsista do Instituto de Estudos Latino-americanos (IELA), da UFSC, voltado ao estudo das relações Brasil-EUA em matéria de segurança pública, das relações bilaterais entre os dois países envolvendo polícia propriamente.

Tal instituto, nascido Observatório Latino-Americano (OLA) em 2004, consagrou-se como Instituto de Estudos Latino-americanos em 2006, referência nacional e internacional dos estudos latino-americanos, e segue a todo vapor, mais de 20 anos no esforço de compreender o continente e as relações de poder, especialmente a estratégia norte-americano para seguir dominando-o.

Mais duas ou três palavras sobre o instituto. O ano de 2004 marcava um período tomado por uma presença progressista em todo o continente latino-americano, a partir da eleição de Hugo Chávez, na Venezuela.

Mês de maio, e o professor Nildo Ouriques convoca a professora Beatriz Paiva para conversar sobre um projeto em torno da América Latina. A reunião conta também com as presenças das jornalistas Elaine Tavares e Raquel Moisés.

Objetivo: criar um Observatório das lutas sociais latino-americanas, amplas, intensas naquele momento. Em 7 de julho daquele ano, nascia o Observatório Latino-Americano, a ocupar uma minúscula sala no Departamento de Serviço Social da UFSC e da iniciativa, após quatro meses, organiza-se a Primeira Jornada Bolivariana, e mais tarde, como já dito, surge o Instituto de Estudos Latino-americanos, até hoje atuante.

Na entrevista conduzida por Bob Fernandes, João Gabriel Gaspar Balesteiro comenta sobre uma espécie de divisão de trabalho entre os pesquisadores envolvidos em pesquisas sobre a tentativa permanente de construção de hegemonia e domínio dos EUA sobre a América Latina.

Há os voltados ao meio-ambiente – o ambientalismo constituiu-se numa ferramenta de dominação. E parece óbvio não haver, de parte do império, qualquer preocupação com a preservação propriamente do meio-ambiente. Trata-se, ao contrário, de chegar a áreas muitas vezes inexploradas, a exigir cuidados quando da chegada do ser humano, e delas tirar o máximo, especialmente em minérios e mesmo madeira.

Não é preciso muito esforço para compreender o quanto o capital é destruidor da natureza, e tanto mais quando ele já chegou à condição de capital imperialista. Chegar de mansinho, como quem pretende ajudar camponeses, indígenas, populações tradicionais, talvez até alfabetizá-los ou........

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