General Rocha Paiva, vetado em visita a ex-comandante, escreveu projeto para Brasil pós golpe
Agiu de forma prudente e correta o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal 2668, ao revogar nesta segunda-feira (05/2026), a autorização para que o general da reserva, Luiz Eduardo Rocha Paiva visitasse o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira. O ex-ministro está condenado a 19 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado e mais outros crimes. Um dele, o de “organização criminosa”. E não foi outra coisa o que tramou ao longo do ano de 2022, enquanto tentava desesperadamente “provar” a fragilidade das urnas eletrônicas e colocar um hacker em contato com a sua equipe do ministério da Defesa, a fim de comprovar a sua tese, e articular a abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Não é hora de facilidades.
Luiz Eduardo Rocha Paiva é ex-presidente da ONG Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra –ex-chefe do DOI-CODI, Operações de Defesa Interna (CODI) e os Destacamentos de Operações de Informações (DOI), aparelhos da repressão durante a ditadura.
A visita, estava prevista para a manhã de hoje (06/01) e se daria no Comando Militar do Planalto, em Brasília, onde Paulo Sérgio cumpre a pena em regime fechado. E, ainda na mesma decisão, Moraes determinou o envio dos autos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apuração de eventual crime cometido pelo general da reserva. “Em virtude de declarações de Luiz Eduardo Rocha Paiva que podem constituir o crime do artigo 286 do Código Penal, revogo a autorização de visita que ocorreria amanhã e determino o envio dos........
