Carga tributária: privilégios e benefícios aos ricos e desassossego aos pobres
A riqueza dos bilionários disparou, conforme os dados colhidos e divulgados pela Ong internacional Oxfam. Os índices subiram mais de 16% em 2025, ou seja, nos últimos cinco anos a riqueza dos ricos e muito ricos triplicou no Brasil e com uma rapidez nunca antes registrada. Trata-se de uma realidade que expressa privilégios e benefícios àquelas pessoas que têm muito dinheiro e patrimônio e, por isso, a nação brasileira, composta em sua maioria por trabalhadores, aposentados e estudantes, fica à mercê de um sistema tributário historicamente regressivo, porque os tributos pesam mais sobre o consumo e a produção do que sobre a renda e o patrimônio.
A verdade é que a maior parte da carga tributária recai sobre o consumo, fator que impacta diretamente os trabalhadores e penaliza, de forma desproporcional, as pessoas negras, as mulheres e as famílias de baixa renda — os pobres em geral. Para que os ricos continuem a ter isenções, a maior parte da carga tributária incide sobre os alimentos, que ficam muito caros, além de outros produtos necessários para tocar o dia a dia de cada brasileiro, que quando entra nos mercados levam sustos com a carestia, que é fruto da ganância desmedida dos grandes empresários, que sabotam todas as ações governamentais que têm por propósito moderar os preços por meio de negociações, evidentemente.
As renúncias fiscais (redução de tributos, isenções e subsídios) concedidos exageradamente pelos governos, geralmente de espectros “conservadores”, que impreterivelmente dão prioridade aos interesses do grande empresariado, sem praticamente exigir contrapartidas, enriquecem ainda mais os que são ricos, que passam a pagar impostos muito abaixo do que deveriam pagar ou simplesmente não pagam, porque além desses benefícios surreais, muitos empresários sonegam impostos, uma prática........
