O Brasil como alvo
Hoje ocorreu em Brasília uma reunião de alto nível entre os comandos militares e a Presidência da República. Houve uma reunião sobre segurança internacional, com o tema central a declaração americana dos Departamentos de Estado, de Guerra e da Homeland Security, apontando o PCC e o CV como fautores do terrorismo internacional e risco para a segurança nacional dos Estados Unidos, além de rota do tráfico internacional, em prejuízo da saúde pública nos EUA. Em decorrência, ainda hoje — 09/03/26 — o chanceler Mauro Vieira conversou com o Secretário de Estado Marco Rubio, não resultando em avanços ou garantias. Ainda hoje, em entrevista "triunfalista", Trump anunciou o breve fim da guerra contra o Irã e o ultimato contra Cuba.
Os americanos estão criando um "caso Brasil", com as acusações de o país abrigar o terrorismo internacional, de ter uma base chinesa na Paraíba ou uma empresa de terras raras na Bahia. Com tais argumentos falaciosos, Washington busca as seguintes consequências:
Hipótese 1: Paralisar o Brasil durante um eventual ataque contra Cuba;
Hipótese 2: De fato, promover uma incursão "punitiva" contra o Brasil;
Hipótese 3: Apoiar, em pleno ano eleitoral, a chapa bolsonarista tensionando, ao limite da ação militar, o cenário político brasileiro.
Em todos os cenários rascunhados, a eleição de um Bolsonaro, servil aos interesses de Washington, seria a única salvação do país. Em verdade, acreditamos que as suposições se completam e são reais, visando facilitar a coerção e o alinhamento do Brasil.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
