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Capitalismo em crise: Renda Básica Universal na campanha eleitoral

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22.01.2026

No ambiente da crise global do capitalismo, o presidente Lula, outro dia, disse que o salário mínimo está muito baixo no Brasil; de fato, não chega aos R$ 2 mil mensais; quando era sindicalista, ele defendia o mínimo fixado pelo Dieese, que, hoje, está na casa dos R$ 7,2 mil/mês; a culpa dessa deterioração, à primeira vista, é, certamente, a reforma trabalhista dos governos neoliberais Temer e Bolsonaro, que acabaram com as garantias constitucionais que protegem os trabalhadores; a desregulamentação das regras trabalhistas jogaram eles na selva da competição, que sinaliza salário zero ou negativo no limite da lei do mercado; os neoliberais, maioria no Congresso, que defendem o chamado salário natural, aquele que o mercado está disposto a pagar, impuseram, no bojo do arcabouço fiscal, o fim das conquistas lulistas, que asseguravam reajuste pela inflação mais ganho real pelo crescimento do PIB; para piorar, para os trabalhadores, o ano de 2026 começa com o governo, sob pressão da Faria Lima, impondo reajuste aos aposentados pelo INPC, não mais pela IPCA; ou seja, eles ganharão abaixo da inflação.

CONTRADIÇÃO CENTRAL DO CAPITAL

Mas não só isso: a superconcentração da renda, no Brasil e no mundo, como demonstra Oxfam, somada à expansão sem limite da produtividade, contribui, ainda mais, para queda do poder de compra das massas e joga o capitalismo, dominado pela Inteligência Artificial, em sua maior contradição; em tal contexto, a oferta global aumenta exponencialmente, enquanto contrai, proporcionalmente, a capacidade de consumo, dados os salários baixos; a consequência natural é a queda da eficiência marginal do capital(lucro); diante da caída incontrolável da taxa de lucro, os empresários diminuem a produção e se descolam das atividades produtivas para ações especulativas no mercado financeiro; demandam, nesse ritmo, juros mais altos que advém de cortes das despesas primárias dos governos, para alimentar as despesas........

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