O sequestro de Maduro é a ponta do iceberg
Na madrugada do dia 3 de janeiro, a tropa de elite da Força Delta dos Estados Unidos capturou Maduro nos seus aposentos em Caracas. Segundo Trump, sem nenhuma baixa americana, sem tiros das baterias antiaéreas, que foram inativadas, e com as mortes dos seguranças de Maduro. Jactou-se, ao anunciar o sucesso da operação: “A operação na Venezuela foi muito complexa. Tivemos 152 aeronaves envolvidas e muita gente no solo. Mas eu acho que foi incrível (...) Não tem ninguém nem perto de nós. Ninguém pode nos enfrentar, não tem discussão sobre isso”. Essa operação fora decidida, certamente, há tempos e os detalhes de seu planejamento somente a história, no futuro, esclarecerá. Até hoje, mais de 20 dias depois do desfecho, não sabemos ao certo o número de mortos e feridos, militares e civis; sabemos que os 32 soldados cubanos que faziam segurança de Maduro foram mortos e, de acordo com o Ministro da defesa venezuelana, Vladimir Padrino López, 47 soldados venezuelanos perderam a vida.
Há muitos “por quês” e muitos “porquês” em todos estes acontecimentos. Já em março de 2020 o Departamento de Justiça dos Estados Unidos emitiu um mandado de prisão contra Maduro, relacionando-o com o tráfico de drogas, e estabeleceu uma recompensa de 15 milhões de dólares pela sua captura. Em julho de 2024 houve eleição na Venezuela e, sem apresentar as atas desta eleição, Maduro se declarou eleito, fato contestado pela oposição e pelos EUA, que praticamente indicou Edmundo González como vitorioso, o que levou vários países, inclusive o Brasil, a não reconhecer o resultado eleitoral da Venezuela. Para muitos o regime passou a ser uma Ditadura e Maduro seu ditador.
Trump, logo depois da sua posse, informou, sem provas, que Maduro era o chefe do cartel “Los Soles” e, articulado com........
