Por que os Institutos Federais são cruciais para o futuro do Brasil (parte 1)
Inspirado por provocações recentes de colegas comprometidos com a universidade pública e com a tradição crítica da educação brasileira, aceitei um desafio coletivo: discutir mais sobre a educação brasileira e seus desafios contemporâneos. Este não é apenas um tema recorrente, mas uma questão estratégica para o desenvolvimento do país.
A atual expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica é fundamental para enfrentar as desigualdades no Brasil e construir um desenvolvimento inclusivo. Com os novos projetos, a rede chega a 782 unidades, incluindo Institutos Federais, CEFETs e escolas técnicas vinculadas, aumentando sua presença em todo o país.
O plano de expansão para 2024 a 2026 prevê 100 novos campi, com o objetivo de atender mais de 1,5 milhão de estudantes, ampliando o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade.
Em março de 2026, o Ministério da Educação autorizou o funcionamento das primeiras unidades dessa nova fase, incluindo 38 novos campi, marcando a retomada de uma política pública importante. Essa expansão vai além da infraestrutura, impactando diretamente desigualdades históricas: no Brasil, a média de anos de estudo é menor entre pessoas pretas ou pardas (9,2 anos) em comparação com pessoas brancas (10,8 anos).
Portanto, fortalecer e expandir a Rede Federal não é apenas uma decisão........
