Nos vinte anos da Fundação Museu do Douro
Participei em representação da Presidente da Associação dos Amigos do Museu do Douro, um dos membros da primeira hora. Este ano, porque se celebrava o 20º aniversário, destaque para a presença de vários representantes de Fundadores Institucionais: do Primeiro-Ministro (PM), da Ministra da Cultura e do Presidente da Assembleia da República (AR), entre outros. Presentes, ainda, autarcas e Fundadores privados. Também se comemora este ano, ou no próximo, o 25º aniversário da classificação do Alto Douro Vinhateiro Património da Humanidade, o 30º da aprovação da Lei que cria o Museu da Região do Douro (MD) assim como os 270 anos da Região Demarcada do Douro.
Tais presenças deram azo a uma especial atenção e análise. Gostei muito de ver iniciar a apresentação do relatório relativo a 2025 com esta frase «cuidar, valorizar e dar visibilidade às paisagens e às pessoas que fazem o Douro». Sim, porque sendo o MD um museu de território, onde sobressai uma paisagem deslumbrante, “cultural, evolutiva e viva”, também é um museu das pessoas que construíram a paisagem e a mantêm, pese embora as muitas dificuldades por que têm passado os viticultores, sobretudo, aqueles cuja área de produção faz deles construtores da sua e da paisagem de outros. Daí, o registo, tão agradável, da saúde financeira da Fundação, com atividades que se dispersam por toda a região demarcada, como as 15 exposições itinerantes com 28632 visitantes e as 8 temporárias com mais de 57 mil; a eusoupaisagem, com 388 ações, envolvendo 6934 pessoas em vários concelhos; a parceria com a União Europeia denominada Changing Democracies, também fora de portas.
Atenção, de igual modo, aos mais de 88 mil visitantes que pagaram o ingresso na exposição permanente, já que a entrada no Museu por motivações diversas quase triplica. Sim porque o MD recebe investigadores para beneficiar da sua riqueza documental, proporciona o seu espaço para conferências, seminários e encontros, como aconteceu este ano com a Federação de Associações dos Amigos dos Museus de Portugal.
Por tudo isto e pelo muito que nos foi dito na apresentação pelos responsáveis das áreas em que o MD se organiza – sim, há sempre a possibilidade de fazer mais – não me inibi de afirmar, como um dos subscritores da Lei que o criou, e perante os representantes do Estado, desde logo, o do PM, o Secretário de Estado da Agricultura, da AR e dos Fundadores presentes, que o MD está a cumprir a sua principal missão, contribuir para o desenvolvimento de toda a região.
