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Jesus e os Apóstolos

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saturday

Se há um país onde não é fácil assumir o cargo de selecionador nacional é certamente Portugal. O futebol assume um papel cada vez mais central na vida de muitos portugueses, seja por sucumbirem à incontável oferta de programas e propostas televisivas sobre o tema, com múltiplos ângulos de ataque e diversidade de opiniões, seja pela paixão intrínseca, que por todo o mundo é reconhecida, mas que, na faixa latina da Europa, encontra razões e motivações muito especiais.

Todos são treinadores, todos têm opinião, todos enfatizam razões, por vezes, insondáveis, e todos gostam de fazer valer os seus princípios e, tantas vezes, sobrepor as cores clubísticas a uma leitura mais equdistante e equilibrada das realidades.

Jorge Jesus conhece bem o país e sabia ao que vinha. Após um Mundial que, definitivamente, não correu bem às cores portuguesas, ficando a Seleção Nacional bem aquém do expetável e, sobretudo, das metas assumidas pela própria Federação Portuguesa de Futebol, não só se tornava óbvia a saída de Roberto Martinez, como natural o estreitamento de candidaturas a uma lista bem curta, em face das ambições naturais de uma equipa portuguesa que, nos últimos dez anos, venceu um Euro e duas Ligas das Nações, chegando aos quartos de final do Mundial qatari, há quatro anos, e esperando receber o mundo inteiro em 2030, quando for também anfitriã do maior torneio mundial de futebol.

A Seleção portuguesa trabalha, neste momento, na base de uma regeneração necessária, considerando as mudanças de geração e o surgimento de um conjunto de talentos jovens e predestinados que, quando e se bem acompanhados, trabalhados e potenciados, podem garantir ao futebol nacional um quadro de competitividade para os próximos dez........

© A Bola