Sudakov tem de jogar sempre (e deixem que Cruijff vos explique porquê)
Sudakov. Sempre Sudakov. A cada jogo, a cada conferência, mais cedo ou mais tarde chega a inevitável pergunta: porque continua a jogar o ucraniano? Marco Silva irrita-se um pouco, desde tão cedo questionado pelas opções, mesmo com a equipa a vencer, e diz o seu «porque sim»: «Porque sou eu que mando.» Cruijff teria acrescentado: «Se eu quisesse que entendesses teria explicado melhor.» Não sei se a insistência a cada encontro com o treinador não diz muito mais de nós do que do momento do criativo, que sim, anda longe de deslumbrar. É que deveria ser fácil entender que, mesmo a meio-gás, mesmo sem conseguir sempre servir os companheiros da melhor forma, a forma como está montado o plantel e, posteriormente, o onze, obriga-o a estar a maior parte do tempo em campo. A ele ou a outro Sudakov qualquer. Que não existe.
Há quem vaticine que quando Aursnes estiver de volta dos infortúnios físicos, o ucraniano estará perdido, já que será o norueguês o novo 10, como aconteceu num ou noutro momento durante a era Roger Schmidt. Se Marco Silva for por aí, e tenho dúvidas que vá, partirá a equipa. Porque Palhinha e Barreiro com a bola — por isso, Puerta fazia sentido —, não são nem Enzo Fernández nem Chiquinho e, a meu ver, o nórdico será necessário atrás, por muito que gostemos (e gosto bastante) de o ver mais perto da baliza. Achar que pode ser o médio criativo neste contexto é conclusão tremendamente ambiciosa.
Aliás, o meio-campo dos encarnados,........
