Mais Rafas e menos Sudakovs (e o que se sabe dos próximos erros de Rui Costa)
Chegamos a 10 de abril e não há surpresas. Um clube sem rumo dificilmente conseguiria resultados desportivos e financeiros de excelência, tal como uma equipa sem QI considerável só por milagre tridimensional, que afetasse a si e aos dois rivais ao mesmo tempo, conseguiria ser campeã e chegar longe noutros objetivos.
Se alguém está surpreendido é porque não tem andado por aqui. E prefira perder tempo com queixas por ter deixado em Fátima velinhas insuficientes para o milagre ou os malfadados árbitros andarem a fazer das suas.
Neste julgamento, os culpados atropelam-se à vista de todos. Embora, na verdade, todos pareçam inimputáveis. O mais visível é José Mourinho.
O futebol que o Benfica joga não só é o pior em muito tempo, como é ilógico e não promete melhorias. Este plantel, que primeiro elogiou (sim, mental games…) antes de ser por este eliminado para depois desdenhar, assim que o herdou, foi construído com as ideias de alguém que pensa parecido, como é Lage. Nunca se tratou de ter um 11 ou, pior, um plantel novo para o tornar à sua imagem.
Depois, todas as decisões, seja no dia a dia, no mercado ou verbalizadas, vão no sentido de um Benfica ainda mais radical e extremo: acrescentar fisicalidade, velocidade e capacidade de desequilíbrio individual, seja pela relva ou pelo ar. Ou seja, precisamente mais Rafas e Lukebakios do que Sudakovs e Schjelderups. E, eventualmente, o tal pinheiro — foi só há quase 16 anos que Paulo Sérgio pediu um para........
