Fredrik Aursnes e o regresso do caos
Há jogadores que fazem barulho porque gritam, porque driblam, porque surgem no momento certo e na fotografia perfeita. Outros, cada vez menos na sociedade do like e do festejo ensaiado, fazem barulho porque, quando não estão, tudo fica estranhamente calado, como se o mundo soubesse que falta uma peça invisível e essencial. No Benfica, esse jogador chama-se Fredrik Aursnes.
O norueguês não esteve contra o FC Porto e não vai estar em Arouca devido a lesão. A sua ausência é como uma palavra que ficou por dizer ou um acorde não tocado. Nota-se no silêncio que fica quando se tenta organizar o meio-campo e não há ninguém para dar sentido à sinfonia. Um faz-tudo, nem sempre onde rende mais, mas quase sempre melhor do que as alternativas. Tivesse o Benfica planeado melhor o plantel e talvez ele não fosse o único que parece funcionar em qualquer circunstância.
Nascido em Hareid, na Noruega, Aursnes passou pelos relvados do Hodd e do Molde antes de rumar ao Feyenoord por 750 mil euros. Um ano depois, o Benfica desembolsou 13 milhões. Muitos acharam demasiado por........
