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A propósito de Palhinha

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Não há forma do futebol português se libertar de uma doença irritante e profundamente canhestra chamada «clubite». Porquê essa necessidade de exigir que um jogador pago para dar o melhor de si, sinta pela instituição o mesmo amor cego, lírico e apaixonado, não obstante legítimo, que um adepto sente, no topo da bancada? Não chega jogar bem; é como se os sócios dos clubes gostassem de ser enganados pelas juras de amor eterno, que só são eternas enquanto duram, o que é, convenhamos, é um disparate de todo o tamanho.

Não chega jogar bem; é como se os sócios dos clubes gostassem de ser enganados pelas juras de amor eterno.

Não chega jogar bem; é como se os sócios dos clubes gostassem de ser enganados pelas juras de amor eterno.

O futebol moderno é, por natureza, desapaixonado nas secretarias e frenético no relvado. O que deve pedir-se a um profissional não é paixão de infância, é brio. É que corra, que se esfarrape, que........

© A Bola