Tal como aconteceu com Di María, Otamendi merecia outra despedida...
Quando, muito emocionado, Otamendi desabafa «e agora, vamos para casa» - como que fazendo um esforço para não se esquecer a razão de ter de passar pela emoção profunda e sofrida de se despedir do Benfica e dos companheiros - pareceu-me ouvir um verso de Gardel. «Volver con la frente marchita.. que es un soplo la vida, veinte años no es nada». Otamendi volta a Buenos Aires sem regressar verdadeiramente. Voltar é físico, regressar é viagem emocional e ninguém regressa a um local de onde nunca saiu.
Otamendi seguramente disse até já ao azul vibrante do Tejo. Deixando-se levar pela corrente de águas barrentas do rio La Plata e, na imortalidade de personagens de Jorge Luis Borges, vestindo a pele de herdeiro de um compadrito portenho, mas que usa a........
