Benfica arrisca-se a ser a maior espinha na garganta de Mourinho
A 20 de setembro de 2000, o mundo do futebol abriu a boca de espanto: José Mourinho foi apresentado por Vale e Azevedo como treinador do Benfica. Um jovem sem currículo chegava à Luz sob um manto de dúvidas e nenhuma certeza. Mais uma trapalhada de Vale e Azevedo?
Na altura, eu acompanhava a atualidade noticiosa do Benfica para A BOLA e a primeira coisa que me saltou à vista foi a forma como Mourinho projetava autoestima. Até alguma arrogância para quem ainda nada tinha ganho. Mas, no caso de Mourinho, era um fato que lhe assentava bem. As conferências de imprensa tinham conteúdo, já na altura falava dos jogadores, pedia mentalidade, criticava-os se fosse preciso – chegou a rasgar Sabry por ter demorado oito minutos a atar os atacadores antes de entrar em campo numa substituição – e provocou algumas críticas.
Mourinho mão entrou bem em termos de resultados: derrota no Bessa com o Boavista e empate em casa com o modesto........
