Substituir um espanhol e tentar jogar o dobro. Onde já se viu isto, Jesus?
Em primeiro lugar, o homem: atingir, aos 71 anos, o ponto mais alto da carreira de treinador é, antes de mais, uma lição de vida. Jorge Jesus é a prova de que a qualidade não tem prazo de validade e este é um exemplo que pode e deve ser inspirador para qualquer setor de atividade.
O treinador natural da Amadora será o próximo selecionador nacional, em substituição de Roberto Martínez, na sequência de um trajeto atípico e, por isso mesmo, único. Nos primeiros 10/15 anos, todas as duas equipas apresentavam bom futebol, mas em muitos momentos faltava regularidade nos resultados e dessas oscilações resultaram entradas e saídas em clubes que não tinham porventura os mesmos objetivos ambiciosos que ele.
Durante muitos anos prevaleceu um certo preconceito dos três grandes em avançar para Jorge Jesus, daí que seja justo dizer que há um antes e pós-2009, quando Luís Filipe Vieira se tornou o primeiro presidente de um dos grandes a decidir........
