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Quem decide, afinal, no Benfica?

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12.04.2026

O Benfica tem sido um clube sem estratégia. Apesar do investimento elevado, o retorno desportivo tem sido reduzido: uma Liga e duas Supertaças em cinco épocas.

A escolha de Mourinho

Vencedor, foi assim que Rui Costa definiu o perfil de José Mourinho. A questão é que ser vencedor não pode ser uma estratégia, mas sim uma consequência. As decisões de um clube como o Benfica não podem partir da necessidade de ganhar no imediato, mas sim de uma ideia clara sobre como quer jogar, que perfil de jogadores quer ter e que caminho pretende seguir.

A escolha de Mourinho parece ter seguido uma lógica diferente. Mais do que responder às necessidades do plantel, respondeu ao contexto eleitoral e de urgência para Rui Costa. Em setembro, o essencial era ganhar as eleições de outubro. O resto ficaria para depois. Mourinho trazia duas coisas difíceis de ignorar: uma capacidade de comunicação que o Benfica há muito não tinha e um peso mediático que mobiliza adeptos. Mas nenhuma dessas qualidades resolve, por si só, o problema estrutural que o clube atravessa.

José Mourinho referiu, no final do último jogo frente ao Casa Pia: «Neste momento tinha vontade de não fazer jogar mais alguns jogadores. Mas há valores mais altos que se levantam. São ativos do clube.» Num clube como o Benfica, o objetivo tem de ser sempre o mesmo: vencer. A valorização dos jogadores será sempre uma consequência........

© A Bola