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Messi e Cristiano Ronaldo: o adeus de uma geração

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21.06.2026

Este Mundial pode ficar marcado por ser o adeus de alguns dos jogadores que definiram as últimas duas décadas do futebol mundial. A imagem mais marcante surgiu no jogo inaugural da Argentina. Lionel Scaloni emocionou-se ao substituir Messi e, no final, explicou porquê: «Eu chorei porque este é o último Campeonato do Mundo de Messi. Está a acabar e, sempre que penso nisso, começo a chorar. É um privilégio ver este homem jogar.»

Os reis: Messi e Ronaldo

Já dei por diversas vezes a minha opinião sobre a utilização de Ronaldo na nossa Seleção. Atualmente acrescenta pouco quando começa de início. Participa cada vez menos no processo ofensivo, reage pouco à perda de bola e os seus movimentos estão mais orientados para a procura do golo do que para servir o coletivo. Tudo isto não apaga aquilo que foi, pelo contrário.

Talvez seja por isso que olho para este Mundial com a mesma emoção com que Scaloni olhou para Messi ao substituí-lo. Pode ser a última vez que vemos estes dois jogadores num Campeonato do Mundo. No caso de Messi, continua a impressionar a forma como ainda consegue deslumbrar. Se este for realmente o seu último Mundial, será recordado exatamente pelo que sempre foi: um génio do jogo. No caso de Ronaldo, existe o risco de quem não o viu nos seus melhores anos ficar com uma imagem incompleta de um jogador que marcou o futebol mundial durante duas décadas.

É também por isso que é tão importante saber fechar ciclos. Ronaldo ainda pode ser uma peça importante nesta competição, mas provavelmente num papel diferente. Algo semelhante ao que Lukaku fez frente ao Egito: entrar nos últimos 20 ou 30 minutos,........

© A Bola