FC Porto, Sporting e Benfica: entre o rendimento e os milhões
Quem me acompanha sabe que gosto de analisar o fenómeno do futebol dentro de duas dimensões que se cruzam cada vez mais: a desportiva e a financeira. Para os três grandes, os jogadores jovens podem representar simultaneamente rendimento desportivo e valor financeiro. A diferença está na capacidade de cada clube para os potenciar, manter e decidir o momento certo para os transformar em milhões.
No artigo de hoje vou analisar quais os jogadores dos plantéis de FC Porto, Sporting e Benfica que melhor simbolizam este binómio entre rendimento desportivo e valor financeiro.
FC Porto: o potencial em mãos
A estratégia dos clubes portugueses deveria passar sempre por dar espaço a jogadores jovens, da formação ou contratados, para serem potenciados a nível desportivo e, em consequência, tornarem-se também uma mais-valia financeira.
Se analisarmos o contexto do clube quando Villas-Boas assumiu a presidência, percebemos que a situação financeira era, e ainda é, muito complexa. Como tal, quem gere tem de definir uma estratégia que permita ao clube manter-se competitivo desportivamente e, em simultâneo, criar condições para melhorar financeiramente.
A revolução no plantel feita no último ano foi o caminho escolhido. Passou por ter mais jogadores jovens no plantel, capazes de se transformarem rapidamente em ativos financeiros determinantes para a vida do clube.
O FC Porto tem vários jogadores jovens que são titulares com frequência. Até aos 22 anos e já com muitos minutos de jogo, estão Alberto Costa, Martim Fernandes, Samu, William Gomes, Pietuszewski e Froholdt. Sem........
